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Mandioca

Raiz pertencente à família Euphorbiaceae, uma das maiores famílias de dicotiledôneas com aproximadamente 290 gêneros e perto de 7.500 espécies espalhadas em regiões tropicais, especialmente nas Américas e na África. No Brasil, possui diferentes nomes, variando de acordo com a região: aipim, macaxeira e tapioca são alguns exemplos. A mandioca teve um papel essencial tanto na fixação dos povos indígenas, no período pré-cabraliano, quanto no processo de colonização, uma vez que podia ser plantada em qualquer região brasileira e é muito calórica, já que é rica em amido. Essa facilidade quanto ao plantio, assim como a sua relevância nutricional, proporcionaram a sua inserção na alimentação cotidiana da colônia, a tal ponto de ser conhecida como “pão da terra”, pois sua farinha substituiu durante muitos anos a farinha de trigo no fabrico de pão em todo o território brasileiro. Foi levada para a África no século XVII e acabou substituindo o inhame nos portos de embarque de escravos, o que facilitou a adaptação alimentar dos africanos no Brasil. De um modo geral, a mandioca esteve presente ao longo de toda a colonização em função da facilidade para transportá-la e plantá-la.  Sua cultura aparece muito associada ao feijão e ao milho, pois esses gêneros não demandavam muito tempo de trabalho e também não demoravam a dar frutos. Logo, serviam de alimentação para os escravos, sem que isso os desviasse por muito tempo de suas atividades principais. [A: Fernando Lamas, 2013]

Bibliografia: Alencastro 2000; Cascudo 1969; Joly 1985; Menezes 2007.

doi:10.15847/cehc.edittip.2013v007

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