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Estância

Na região do Rio da Prata e na fronteira meridional do império português na América, estância significava uma propriedade agrária dedicada à criação de animais vacuns, cavalares e muares. A historiografia mais recente revelou que em parte significativa das estâncias do século XVIII praticava-se também a agricultura, principalmente do trigo, e que a necessidade de mão de obra, composta por peões livres e escravos, era bem maior do que se supunha. No Rio Grande do Sul, as estâncias de particulares tinham de 100 a 3.000 cabeças de gado. A coroa instituiu duas, a estância real do Bojuru e a de Torotama, que tinham por objetivo abastecer de cavalos e carne as tropas da capitania. Os cavalos dessas estâncias denominavam-se “reiúnos”, possuíam uma marca na orelha direita e só poderiam ser utilizados no serviço real. Nos séculos XIX e XX, estância passou a ser sinônimo de grande propriedade, sendo o estancieiro, seu proprietário, geralmente membro das elites locais. [A: Helen Osório, 2015]

Bibliografia: Garavaglia 1999; Gelman 1998; Osório 2007.
doi:10.15847/cehc.edittip.2015v040

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